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quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

A Fonte do Amor

Há muito tempo atrás, havia um menino chamado Jurandir que morava numa aldeia indígena que se localizava dentro de uma mata fechada, onde homem branco nenhum havia chegado.
Jurandir era filho do Cacique Raoni e de sua esposa Janaína. Tinha um irmão caçula chamado Kaluanã, que sempre mostrou habilidades extraordinárias para todos os tipos de atividades físicas ao contrário de Jurandir, que nunca se deu bem com as mesmas.

Quando nasceu, o Pajé Mauá havia dito que Jurandir um dia seria um grande pajé e assim que ele completasse 14 anos ele mesmo começaria a iniciá-lo nos segredos do mundo dos espíritos e das divindades. Preocupado com tal declaração, o Cacique perguntou quem lideraria a tribo se seu único filho se tornasse Pajé, então o Pajé Mauá profetizou que depois de dois anos nasceria outro filho homem e que ele se tornaria o Cacique da tribo, e se mostraria um forte, determinado e justo guerreiro que faria a tribo prosperar juntando forças com seu irmão.

Como havia profetizado o Pajé, dois anos depois do nascimento de Jurandir nasce Kaluanã, com traços de um guerreiro forte e destemido, ao contrário de seu irmão que tinha um semblante mais suave e sereno.

Os dois irmãos cresceram saudáveis e com fortes laços de amizade, mas suas diferenças eram notáveis. Kaluanã era muito ativo, gostava de brincar e festejar muito, fazia demonstrações de coragem para os amigos enfrentando animais perigosos, era muito corajoso. Jurandir era mais calmo, preferia ficar sozinho a brincar com amigos, apreciava muito a natureza e gostava de conversar com as plantas, animais e os deuses embora não os visse. Sempre preferia ficar em sua cabana meditando na beleza da natureza e das divindades e espíritos que ela criaram enquanto seu irmão saía para caçar.

O Pajé Mauá ao raiar do sol se dirigiu à cabana do Cacique. Chegando lá saudou o Cacique e sua esposa, depois disso anunciou que o dia da iniciação de Jurandir havia chegado e que ele deveria partir junto com ele.

O Cacique embora relutante , entendia a importância desse momento e juntamente com sua esposa foi acordar seu filho que há anos esperava por este momento.
Quando o garoto acorda e se depara com o Pajé em sua cabana, logo entende que o dia havia chegado e que de agora em diante ele se tornaria um guerreiro como o irmão, mas um guerreiro que luta com as armas do espírito.

Antes de partir, seu pai lhe dá um carinhoso abraço e diz:
- O dia em que você nasceu foi muito especial para mim e sua mãe. Você foi trazido pela luz do céu para se tornar o líder espiritual de nosso povo. Vá meu amado filho, e volte como um verdadeiro guerreiro dos deuses e dos espíritos da luz. Que Tupã lhe proteja e guarde seu caminho!

Após ter proferido essa palavras o Cacique se afasta, então sua mãe lhe dá um beijo e um carinhoso abraço e lhe fala entre lágrimas:

- Eu acredito em você Jurandir! Eu acredito na sua força, e que você vai cumprir a missão dada pelos deuses e por nossos ancestrais! Sei que você voltará um homem feito, um verdadeiro pajé que cuidará e orientará nosso povo ao lado de Kaluanã. Vá meu filho, está na hora de você voar e cumprir a missão que lhe foi legada. Aprenda tudo que o Pajé Mauá tem para te ensinar, seja obediente e preste atenção em suas palavras. Lembre-se sempre: em qualquer caminho que escolhas, deve trilhá-lo com amor. Que Tupã guie teus passos meu filho amado!

Após a despedida de seus pais, Jurandir se dirige ao Pajé, o qual lhe conduz para fora da cabana. Lá fora o Pajé lhe pergunta:

- Você Jurandir, está pronto para ser iniciado nos mistérios da mãe natureza e dos deuses?
- Sim Pajé Mauá, é tudo que desejo.
- Se achas que tuas iniciações serão fáceis, aviso-lhe que não serão e que muitas coisas terá que enfrentar para se tornar um verdadeiro Pajé. Está disposto a fazer o que for preciso para alcançar teu objetivo?
-Sim Pajé! Farei o que for preciso, nem que eu tenha que arriscar minha vida voltarei como um Pajé para a aldeia.
- Então que os espíritos ancestrais olhem por nós, e que os deuses nos acompanhem em nossa jornada!

E assim o Pajé e Jurandir partiram para uma cachoeira onde seria realizada sua primeira iniciação. O lugar era de uma beleza indescritível, a água gelada, o mato verde, as flores, as borboletas, tudo parecia estar em perfeita harmonia. A cachoeira tinha um ar mágico e isso encantou o menino Jurandir, que foi comentar sua impressão do lugar com o Pajé:


- Pajé Mauá, este lugar é mágico! Posso sentir a magia no ar!
- Ótimo! Isso quer dizer que você é sensível às energias que aqui habitam. Logo irá descobrir o porquê de você sentir que este local é mágico. Aguarde pequeno Pajé.

Dito isso, o Pajé começou a juntar galhos para fazer uma fogueira, pois a noite estava chegando e eles precisariam de muitos galhos para manter a chama acesa a noite toda.
Enquanto isso Jurandir decidiu que tomaria um banho na cachoeira, deixou suas coisas na beira do rio e mergulhou. E ficou lá dentro por horas, sentindo a água gelada percorrer seu corpo, em contato com a mãe doadora da vida, a água.

Quando o Pajé terminou de juntar os galhos e acendeu a fogueira chamou Jurandir, pois estava na hora deles começarem os preparativos para a iniciação.

- Jurandir, esta noite não iremos dormir. Ficaremos acordados a noite toda, cantando, dançando e rezando para que os deuses e os espíritos ancestrais nos ajudem. Precisamos da ajuda deles que vieram antes de nós, e que criaram todas as coisas para que sua primeira iniciação seja um sucesso.
- Farei tudo o que for necessário Pajé Mauá!
- Então comecemos! Mas antes, devo-lhe explicar sobre a importância do fogo nos ritos sagrados, por isso presta atenção em minhas palavras Jurandir!
- Sim Pajé, gravarei tudo que o senhor disser em minha memória.
- Bom! O fogo é sagrado, ele é o elemento ativo da natureza, responsável por ativar e dar força a todos os rituais sagrados que um Pajé faz. Quando o fogo é consagrado e direcionado para um fim específico ele penetra no mundo dos espíritos e dos deuses, trazendo até nós suas energias. Se uma pessoa quer encontrar um amor e sofre porque não consegue devemos clamar pela mãe Iara para que com suas águas sagradas abra os caminhos daquela pessoa para que ela possa encontrar um amor verdadeiro e duradouro. Nos ritos sagrados utilizamos vários elementos que podemos encontrar em nossa mãe natureza: ervas, árvores, folhas, água, pedras, cristais, terra, animais, e outras coisas mais que ajudam a direcionar nossas energias para que o objetivo seja alcançado. O fogo se alimenta do ar e das energias que temos em nós, desse jeito ele queima as energias negativas que possamos ter e repõem com novas energias vindas do mundo dos espíritos e dos deuses. O fogo Jurandir, também existe dentro de nossos corpos, é esse fogo interno que mantém nossos corpos quentes e ele juntamente com os outros elementos dá forma a um novo ser! É o fogo do amor Jurandir! Fogo da Paixão, Fogo da Vida! Então vamos cantar, dançar e rezar esta noite para que os deuses e espíritos de luz nos ouçam e nos ajudem! Que a mãe Iara nos abençoe com suas vibrações de Amor Divino!

- Que assim seja Pajé Mauá! Sinto que eles já estão aqui nos ouvindo!
“Esse menino vai ser um grande Pajé!” – pensou o Pajé Mauá enquanto cantava e dançava ao redor da fogueira, observando que ao lado de Jurandir estava um espírito de luz que se mostrava como um guerreiro indígena cujo coração irradiava vibrações de amor e paz por tudo e todos.

E as horas foram passando, os dois cantavam suas orações enquanto dançavam ao redor da fogueira. Pediam com imensa fé e amor para que os deuses os escutassem, para que os espíritos ancestrais os ajudassem e para que os espíritos das matas os protegessem.
Envolvido pelos cânticos e pela dança ancestral, o jovem Jurandir entrou em um estado alterado de consciência. Seu corpo se movimentava mecanicamente, já não estava mais no plano físico, acabara de adentrar o mundo dos espíritos.

Quando Jurandir percebe que está no mundo dos espíritos, olha ao seu redor e vê um índio mais velho com porte de guerreiro ao seu lado, ele tinha um grande cocar cheio de penas brancas com detalhes azuis nas pontas e amarelo na base, olhava com carinho para ele. Aquele índio lhe era familiar, mas ele não se lembrava de onde o tinha visto.


- Que Tupã e mãe Iara lhe abençoe meu filho! – saudou o ser desconhecido.
- Quem é você? Seu rosto me parece familiar, mas não consigo me recordar de onde o conheço.
- Me chame de Pena Branca apenas filho, sou seu ancestral e seu guia. Habito o mundo dos espíritos há muito tempo e fui designado para ser o seu protetor e orientador nesta sua caminhada terrena! Nos encontramos algumas vezes em sonho, deve ter apenas lembranças vagas, daí a impressão de que me conhece mas não sabe de onde.
- Que alegria poder encontrar com meu guia! Salve as tuas forças meu pai! Sou imensamente grato aos deuses e aos espíritos da mata e os ancestrais por terem me proporcionado esta experiência!
- Eu sempre estive com você Jurandir. Ás vezes intuía pensamentos para que escolhesse o caminho certo. Acompanho-te desde que tu habitavas o mundo dos espíritos! Conheço-te a muito mais tempo do que imaginas. Em muitas e muitas eras fui teu companheiro. Você sempre como Pajé, e eu como seu auxiliar do lado de cá.
- Muito Obrigado por tantos e tantos anos de ajuda Pena Branca! Para mim você é um pai espiritual. Que Tupã lhe abençoe meu pai!
- Que o Criador de Tudo e de Todos também lhe abençoe meu filho! Que os Senhores e Senhoras dos Mistérios Sagrados nos acompanhem nesta jornada!
- Quem são estes Senhores e Senhoras meu pai? Poderia me explicar?
- Eles são os regentes dos Mistérios da Criação! Fecha teus olhos e escuta a melodia divina do amor meu filho.
Então Jurandir fecha os olhos e se concentra como havia pedido Pena Branca. Logo ele começa a escutar uma doce melodia, que parecia vir da cachoeira.
- Estou escutando pai Pena Branca! É uma linda canção! Meu coração transborda em amor por tudo e por todos!
- Escute atentamente a canção e siga a voz Jurandir.  Sua primeira iniciação começa agora.

Com os olhos ainda fechados, Jurandir segue com passos rápidos a voz divina que canta tão bela canção, a canção do amor.

Ele chega à beira da cachoeira e abre os olhos, olha no fundo do rio e vê que há uma luz rosa que parece estar convidando-o a entrar. Ele olha para Pena Branca em busca de uma resposta, deve prosseguir ou não? Pena Branca olha em seus olhos com um sorriso nos lábios e assente, encorajando-o a entrar no rio.

Então o pequeno pajé pula na água, e nada até as profundezas, onde estava a luz rosa. Quanto mais se aproxima da luz, mais ele se sente aquecido, acolhido, amparado. Sua mente e espírito são tomados por sentimentos profundos de amor por todas as coisas, queria abraçar todos os seres e dizer como os amava.


Quando chega até a luz rosa, ela explode e do meio da explosão surge uma bela sereia que o observa.

Ele fica paralisado com a visão da bela sereia, reconhecendo imediatamente que se tratava da Senhora das Águas, a Mãe Iara.

“Filho meu! Há muito tempo espero por ti, para iniciá-lo no meu mistério!”

“Mãe Iara, a sua benção! Não tenho palavras para descrever o que estou sentindo agora minha mãe! Desculpe-me por entrar em seus domínios sem pedir licença!”

“Acalme-se pequeno Jurandir! Não há pelo quê se desculpar! Que o Supremo Criador de todas as coisas lhe abençoe meu filho! Jurandir, tu sabes qual o mistério do qual eu sou Senhora?”

“Minha mãe, tu és Senhora das águas! Todos sabemos que ela a Ti pertence!”

“Sim Jurandir, sou a Senhora das Águas, mas este não é o mistério que está sob minha tutela! Somente se responderes qual este mistério poderemos prosseguir com tua iniciação!”

“Tu bela mãe, é a Suprema Senhora das Águas e do Amor! Sim, é isto que sinto diante de ti, imenso amor por tudo e por todos! Tu és a mãe do Amor Divino!”

“Sim Filho meu, este é o mistério do qual sou guardiã! Pequeno pajé, sabes porque o amor é um mistério?”

“Não minha mãe! Como pode o amor ser um mistério se todos nós conhecemos e sabemos o que é o amor? Muitos falam dele, em todos os lugares!”

“O Amor Divino é o mistério que a tudo agrega Jurandir! O Amor não separa, não divide, não subtrai, o amor apenas junta, multiplica e soma! O verdadeiro Amor é Divino, nele não há ciúmes, pois sabe que nenhuma pessoa pertence à outra, somos seres livros dotados de vontade e livre arbítrio pelo Supremo Criador. O Amor nos faz reconhecer que somos todos iguais e devemos nos unir. O amor nos mostra que somos centelhas Divinas que merecem o máximo de respeito e carinho, pois a individualidade é apenas ilusão, somos todos Um no Criador! É o amor que a tudo constrói, é ele que deve sempre brilhar em nossos olhos, pensamentos, palavras e ações! Quem deixa ser guiado pelo amor, pelo amor é guiado, e o amor nunca se separa dele.”

“Eu sinto este amor minha mãe! Tu és a fonte do Amor do Supremo Criador!”

“Sim filho! Eu e o criador somos Um, e você um dia também saberá que todos somos pequenas partes do Divino Criador, e que o que nos une é o Amor do Supremo Criador!”

“Mãe Divina, Fonte de Amor inesgotável, por favor me inicie nos mistérios do Amor!”

Então a Senhora do Amor Divino abraçou Jurandir, e neste momento Jurandir recebeu a iniciação no Mistério Divino do Amor! Eu seu corpo espiritual ficou impresso o símbolo de um coração que irradiava uma luz rosa e terna que era capaz de converter os mais obscuros sentimentos em puro amor.

Quando abriu seus olhos não viu mais a linda Sereia, mas podia sentir que ela vivia ali dentro de seu peito e que sempre que precisasse dela teria que buscá-la no amor que existia dentro de si mesmo.

Jurandir então sobe à superfície e com os olhos cheios de lágrimas corre até Pena Branca e lhe dá um carinhoso abraço. Palavras não eram necessárias, aquele abraço já exprimia todo amor e carinho que ele irradiava naquele momento.

Ainda com o menino em seus braços, Pena Branca lhe diz:
- Agora você é um iniciado no Mistério Divino do Amor filho meu! Volte e espalhe este amor por onde passares, eu sempre estarei contigo!

Jurandir ainda sem conseguir dizer uma palavra, solta Pena Branca e faz uma reverência como forma de gratidão. Em seguida se vira para o rio, faz uma reverência a ele e agradece a mãe Iara pela iniciação recebida, jurando que por onde ele passar sempre semearia a semente do amor que recebeu da Divina Mãe.

Quem pode receber a Iniciação no Amor? Só aqueles que amam sem prender, ajudam sem julgar e são humildes para aprender. 

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Significado dos nomes:

Cacique - Raoni(Chefe, Grande Guerreiro)
Pajé - Mauá (Aquele que é elevado)
Garoto - Jurandir (Trazido pela luz do Céu)
Irmão - Kaluanã (Guerreiro)
Mãe - Janaína (Rainha da Família)
Divindade - Iara (Mãe das Águas)


sábado, 22 de dezembro de 2012

Altares


  Que o Divino Criador abençoe nossas vidas, nossos empregos, relacionamentos, bens-materiais, nossos caminhos, nossos corações, mentes e espíritos! Que os Anjos do Senhor e os espíritos de luz nos acompanhem nessa jornada terrena, nos orientando o caminho correto a ser seguido! Que assim seja em nome de Nosso Senhor Jesus Cristo, amém!
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  Salve irmãos e irmãs! Que a paz do Rabi esteja com vocês!
  Vou falar um pouco sobre esses pequenos santuários que nos fazem sentir mais conectados com a Divindade. 

  O Altar é um elemento importante para nossa conexão com o Divino. No altar depositamos imagens, objetos, estátuas, coisas que representam nossa fé. Não é um elemento indispensável, mas ajuda e muito a elevarmos nossos pensamentos ao Sagrado.

  Quando estamos montando o altar, naturalmente estamos com sentimentos elevados, pois é a representação física daquilo em que cremos. De modo algum os elementos que compõem um altar devem ser venerados ou deificados, mas são símbolos, códigos que nos lembram de nossa fé e daquilo em que acreditamos. 



  Existem os mais variados tipos de altares, com formatos diferentes, cores diferentes, tamanhos diferentes, decorações diferentes... tudo ao gosto de quem o está montando. No altar devem estar elementos que nos inspirem a fé, a religiosidade, a religação com o Divino.
 
  Em altares wiccanianos onde a Deusa e o Deus são adorados, e a natureza é tida como a expressão das divindades, sempre encontraremos vários elementos naturais que nos lembram da importância da natureza e como ela é indispensável a nossa vida, elementos como: pedras, cristais, flores, frutas, plantas, ervas, incensos, velas, caldeirões, adagas e etc... são a regra básica de um altar wiccaniano, pois neles estão representados os quatro elementos e o Deus e a Deusa. O Deus é simbolizado pelo Athame, ou por uma Cornucópia, além de possíveis imagens e estátuas do mesmo, e a Deusa é representada pelo caldeirão, pela água, pelas conchas e etc.

  Na Umbanda temos o Congá onde ficam as imagens dos Santos Católicos associados a cada Orixá, as quartinhas, velas, pedras, ervas, flores e demais elementos que pertencem a vibração de cada Orixá. No Catolicismo temos o altar onde é celebrada a missa, com a bíblia, o Santíssimo, os castiçais, as velas, as hóstias, vinho, água e demais elementos pertencentes a liturgia católica. 



  É sempre bom termos um altar em casa, é o nosso santuário particular, nosso cantinho especial de devoção e conexão com o Sagrado. Diante do altar podemos fazer nossas orações, acender uma vela, queimar um incenso, fazer alguma oferenda, entoar mantras, cantar, dançar, louvar a divindade que cultuamos da melhor forma que pudermos. 

  Se você quer ter um altar que além de ser uma conexão com a Divindade(s) também possua elementos ritualísticos, para você poder fazer seus rituais, suas magias, sinta-se a vontade. Magia também tem haver com fé, com religar o Eu com a Divindade. Vai lá e coloque sua varinha, sua espada/athame, seu cálice, sua vela, seu incenso, seu pentáculo, faça da forma que quiser. 

  Uma dica: depois que tiver montado seu altar, sugiro que consagre ele, com muito amor, fé e devoção, pois a partir daquele momento ele não é mais uma simples mesa com objetos em cima, é solo sagrado!

  Paz, Luz, Amor, Fé e Caridade!
  Bençãos de Oxalá!



sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

Os Orixás - Oxalá


  Que Deus nos ouça em nossas preces e abençoe os nosso caminhos. Que os Sagrados Tronos de Deus, estejam presente em nossas vidas trazendo suas bençãos constantemente. Que nossos Guias e Anjos nos protejam, amparem e auxiliem em nossa caminhada, para que não nos desviemos do caminho que leva ao Divino Criador. Que a misericórdia e a bondade Dele sejam constante em nossas vidas! Que assim seja em nome de Nosso Senhor Jesus Cristo, Amém!

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  Salve irmãos e irmãs! Que Pai Oxalá abençoe todos vocês!
  Vou falar um pouquinho sobre este grande Orixá hoje.

  Oxalá é o Trono da Fé, atua no polo positivo e seu campo de atuação é a religiosidade dos seres, aos quais ele envia o tempo todos suas vibrações estimuladoras da fé e geradoras dos sentimentos de religiosidade.

  Ele é o pai de todos, e se diz na Umbanda que independente da coroa do médium ser regida por outros Orixás (pais de cabeça) também são filhos dele. Na verdade temos todos os Orixás na nossa coroa, só que dois deles "tomam a frente", enfim.... Sua cor é a branca, a soma de todas as cores, esse é um dos motivos da vela branca servir e ser indispensável para praticamente qualquer trabalho magístico ou religioso, possuí em si o potencial de todas as outras.

  É sincretizado com Jesus Cristo, mais especificamente Nosso Senhor do Bonfim. Todos os grandes avatares que vieram para estimular a fé nos seres podem ser classificados dentro da vibração de Oxalá.
  
  No Candomblé toma duas formas diferentes: Oxaguiã e Oxalufã. Oxaguiã é a forma jovem de Oxalá, é guerreiro, e Oxalufã sua forma mais velha, apoiado em seu bastão, o Apaxoró (vide imagem). Originalmente pertence ao panteão dos Orixás fun fun, que seriam todos responsáveis pela criação e que se vestem de branco, sendo mais importante dentre eles Orixalá, que na Europa e demais países foi abreviado para Oxalá. Oxaguiã é filho de Oxalufã.

  Ele foi criador por Deus e encarregado de criar o mundo e todos os seres (isso segundo o Candomblé). É um Orixá presente em todos assim como Exu. No ilê (terreiro de Candomblé/barracão) é o último a ser saudado pois é o grande símbolo da síntese de todas as origens.

  Oxalá não deixa um só ser sem o amparo religioso dos mistérios da Fé. As pessoas que são muito ligadas ao material e se esquecem de exercer sua fé, infelizmente acabam caindo no polo negativo da fé que é regido por Oiá, e deixam de absorver as irradiações cristalinas deste Orixá.
  
  É oferendado com velas brancas, frutas, cocô verde, mel e flores. Os locais ideais para oferendá-lo são aqueles que mais puros se mostram: bosques, campinas, praias limpas, jardins floridos, matas não alteradas pelo homem e etc.

  Em breve teremos outros textos falando sobre os Orixás, espero que gostem e comentem!
  Paz, Luz, Amor, Fé e Caridade!
  Bençãos de Oxalá!
  

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

A Linha das Sereias na Umbanda

Texto: "A Linha das Sereias na Umbanda"
Extraído de: http://estudaremcasa.com.br/umbanda/a-linha-das-sereias-na-umbanda
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  As Sereias são seres que vivem nas Dimensões Aquáticas do Plano Encantado da Vida. Manifestam-se na Umbanda dentro da chamada Linha do Povo do Mar, sob a regência do Orixá Yemanjá.
  Quando incorporam em suas médiuns, umas ficam sentadas, como que de lado, e outras ficam em pé.
  As que ficam sentadas movem o tronco e os braços, como se estivessem nadando e se banhando nas ondas.
  As que ficam em pé, tal como os Marinheiros, movem-se com passos de dança e fazem uma linda coreografia mágico-religiosa. Nesses movimentos, vão recolhendo todas as cargas energéticas negativas do ambiente, dos seus médiuns e da assistência.
  São higienizadoras, têm um poder de limpeza e purificação inigualável pelas outras Linhas de Umbanda, uma vez que nos trazem de forma potencializada as Energias da Dimensão Aquática onde vivem.
  O arquétipo é poderoso porque tem a sustentação dos Orixás Femininos das Águas, as Forças Primordiais da Criação.
  Quando incorporam, as Sereias não costumam falar. Apenas emitem um som que parece um canto e que, na verdade, é um mantra que repetem o tempo todo.
  Para os clarividentes, mostram-se como seres com um corpo metade humano e metade peixe.
  Como entender isso, dentro da religião de Umbanda?
  A metade humana indica que são espíritos.
  A metade peixe indica que se adaptaram ao meio, durante suas evoluções.
  A evolução nos ensina que para caminhar sobre a terra temos que ter pernas; e que para viver na água se deve ter nadadeiras.
  Seres que sempre viveram e evoluíram dentro da água também receberam de Deus tudo de que precisavam para se adaptarem ao meio a eles destinado.
  A Espiritualidade Superior explica que há tantas formas de vida na Criação Divina que não devemos nos surpreender com nenhuma delas e sim, entendê-las.
  Há Dimensões da Vida que são, em si, realidades plenas e destinadas a formas de vida específicas.
  Há Dimensões Cristalinas, Minerais, Vegetais, Ígneas, Eólicas, Telúricas.
  Também há Dimensões Aquáticas que não têm início ou fim; são infinitas e totalmente Aquáticas. São oceanos, só oceanos, tal como os conhecemos aqui na Terra, e dentro deles há tanta vida quanto Deus a criou.
  As Sereias são seres Encantados da Natureza Aquática e também estão evoluindo.
  O Plano Encantado é o Quinto Plano da Vida.
  Em relação ao nosso planeta, este Plano é formado por 49 Dimensões, paralelas umas às outras. Em outros planetas, o número de Dimensões Encantadas pode ser maior ou menor.
  As 49 Dimensões do Plano Encantado são trienergéticas, sendo formadas por combinações de Energias Elementais Puras com Energias Mistas das Dimensões Elementais Duais.
  Essa combinação de energias do Quinto Plano da Vida cria condições ideais para que, ali, os seres, que já têm seu emocional desenvolvido e equilibrado, apurem a sensibilidade, a sensitividade e a percepção, depurando suas faculdades mentais dos vícios dos instintos básicos.
  Dentro das 49 Dimensões do Plano Encantado, há sete Dimensões Cristalinas, sete Minerais, sete Vegetais, sete Ígneas, sete Eólicas, sete Telúricas e sete Aquáticas.
  Em cada Dimensão, os seres vivenciam integralmente o Sentido da Vida relacionado às Energias que ali predominam.
  Como alguém que dedicasse sua vida a estudar determinado assunto, vindo a saber tudo a respeito dele, assim também os seres que habitam naquelas Dimensões são “especializados” nas Energias do Sentido da Vida que lá predomina.
  As Sereias vêm das Dimensões Aquáticas. E os seres Aquáticos estão associados ao Sentido da Geração.
  Quando se manifestam entre nós, as Sereias nos envolvem de forma intensa com seu Magnetismo Aquático, de grande força equilibradora e purificadora do nosso campo emocional, e também nos despertam o Sentido da Geração e a Criatividade.
  Elas purificam e equilibram nosso corpo emocional porque já têm o próprio emocional purificado, equilibrado e desenvolvido. É como se trouxessem a Natureza Aquática até nós, porque são portadoras desse Magnetismo e o vivenciam o tempo todo.
  As Sereias, como tudo quanto existe nos mares, são regidas por Yemanjá e a têm na conta de Mãe Divina de todas.
  Servem a Divina Mãe com dedicação e amor e gostam de nós porque, após concluírem o estágio Encantado da Evolução, irão para o estágio Natural, onde também deixarão de ter o corpo de peixe, da cintura para baixo, e daí em diante terão um corpo feminino igual ao dos espíritos humanos.
  As Sereias não são como nas lendas, que as descrevem como seres que atraem os pescadores e os arrastam para o fundo do mar, sumindo com eles...
  Elas são Seres da Natureza Aquática, mas em seu lado espiritual, pois não pertencem ao lado material.
  Esses espíritos híbridos (metade peixe/metade mulher) possuem formidáveis poderes que, se colocados em nosso auxílio, muito nos ajudam.
  Como o arquétipo já existia, em função dos mitos e das lendas, então não foi surpresa elas se manifestarem quando se canta para Yemanjá.
  Na Umbanda, Yemanjá é tida como a “mãe-sereia”, a mãe dos peixes; diferente da Yemanjá Nigeriana, que não conhecia o mar, pois a Nigéria não faz limite com o mar. Na Nigéria, Yemanjá é associada às águas doces e existe até um rio com o seu nome. O que precisamos entender é que os Orixás foram reinterpretados e adaptados à Umbanda e à nossa cultura ocidental.
  Na Umbanda, Yemanjá é a Regente do mar e tem sua hierarquia de auxiliares, que são: na Esquerda, os Exus, Pombagiras e Exus Mirins do mar; e na Direita, os Caboclos e as Caboclas do mar, os Marinheiros, bem como as Sereias.
  No Estágio Encantado (Quinto Plano da Vida) elas são Sereias. Mas quando alcançam o Estágio Natural, no Sexto Plano da Vida, passam a ser denominadas Ninfas.
  As Ninfas são uma transição para um estágio posterior, quando tornarão a encantar-se e se transformarão em Yemanjás, Oxuns e Nanãs da Natureza.
  Quando se reencantam e se tornam Orixás da Natureza, adquirem o direito de se manifestarem já como Mães-Orixás, em seus médiuns, aos quais amparam e conduzem em suas evoluções.
  Dentro de um trabalho religioso de Umbanda, havendo solicitação dos Mentores, uma oferenda para a Linha das Sereias pode seguir os elementos que são ofertados ao Orixá Yemanjá, a Regente da Linha. No caso, podemos usar rosas brancas, frutas aquosas e suaves, conchas recolhidas na beira-mar e ervas, por exemplos, para que sejam imantados e revertam suas energias em nosso benefício.
FONTES: Os livros “Gênese Divina de Umbanda Sagrada” e “Arquétipos da Umbanda”, de Rubens Saraceni, Madras Editora.

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

O Cavaleiro da Estrela Guia

  Que Deus, nosso Querido Pai Celestial nos abençoe e ilumine todos os dias de nossa vida! Que Ele em sua infinita bondade e misericórdia, se apiede de nós, e que seus mensageiros nos ajudem quando nos sentirmos desamparados e sem rumo! Que através de seus diversos servidores leais, Ele propague cada vez mais o amor e as verdades divinas entre os homens! E que também possamos um dia servir-lhe de instrumentos para suas obras! Que assim seja em nome de Nosso Senhor Jesus Cristo, amém!
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  Salve queridos irmãos! Que Olorum abençoe todos vocês!

  Estou relendo a Saga do Cavaleiro da Estrela Guia, e achei importante escrever um pouco sobre ele. É um livro que nos traz muitas reflexões a cerca da vida e de como a conduzimos. Muitas vezes nos desviamos da Senda da Luz, e tapamos nossos ouvidos para os conselhos de nossos amigos espirituais, que tanto nos amam e fazem de tudo para que não caíamos. 

  Felizmente, apesar de ter caído algumas vezes, o Cavaleiro da Estrela Guia sempre se reerguia, graças ao Grande amor que possuí em seu coração e aos maravilhosos amigos e familiares que sempre lhe ajudavam. 

  Depois de ter cometido um grande erro, começou a viajar sem rumo para viver sozinho e culpar-se constantemente. Esse erro ele só conseguiu reparar após seu desencarne que é contado no segundo livro e no último. 

  É interessante como a vida dele se desenrolou e a sua busca incessante por ajudar o próximo e disseminar as verdades divinas. Posteriormente ele descobre que já vinha fazendo isso desde sua criação como espírito imortal. Aprendeu o segredo das ervas e da natureza com os Africanos e seu culto aos Oriás, aprendeu com os Pajés das aldeias indígenas a dominar os quatro elementos, aprendeu com os magos persas os segredos divinos e naturais, a natureza das coisas e o controle sobre a mente e corpo. Após seu desencarne prosseguiu em seu aprendizado no Templo Dourado, onde conhece o Mestre Han, que descobre ter sido seu pai em uma tempo longínquo. Neste templo, ele se aprimora nas técnicas mentais e corporais, aprendendo como manejar uma espada mística que foi lhe dada pelo seu Ancestral Místico e ajudando os espíritos sofredores que encontra no caminho. Aprende Chinês e lê todos os manuscritos da vasta biblioteca, dominando todos os conhecimentos disponíveis no mesmo. 

  Sua busca pelo conhecimento nunca acaba, mas continua sempre fugindo de seu passado que ainda lhe atormenta. Até que um dia as coisas mudam, e é interessante acompanhar e prestar atenção em cada detalhe depois disso. 

  Esse Cavaleiro tem muito a nos ensinar. Ensina sobre a importância do Amor Divino, e como devemos propagá-lo, ajudando todos e semeando o amor no coração dos que dele se afastaram. A vida dele é um exemplo para todos aqueles que querem realmente galgar as escadas da iluminação. 

  É a segunda vez que estou lendo a saga dele, e ainda continuo me fascinando, me surpreendendo e aprendendo com essa Biografia! Todos aqueles que tiverem disponibilidade financeira, adquiram este livro, tenho certeza de que não se arrependeram e poderão aprender muitas coisas sobre a Lei Divina, o Amor de Deus e seus servidores, como  os erros podem nos conduzir a lugares desagradáveis, e como a nossa consciência é um juiz implacável que não nos deixa esquecer nenhum minuto se quer os erros e pecados cometidos contra o Criador, seus filhos e sua Lei.

  Este é um dos muitos livros psicografados pelo Pai Rubens Saraceni. Indico todos eles como sendo ótimos materiais para podermos aprender não somente sobre a Umbanda, mas sobre nós mesmos e nossos irmãos encarnados e desencarnados, destes e de outros planos, mais evoluídos e menos evoluídos, os que servem na luz e os que servem nas trevas!

  Paz, Luz, Amor, Fé e Caridade!  
  Que Pai Oxalá abençoe a todos vocês com seu imenso amor, pois é o amor a maior ferramente do Criador para transformar almas!


sábado, 1 de dezembro de 2012

Os 21 Graus da Magia Divina - Pai Rubens Saraceni

  Trago hoje para vocês um texto do Mago, Mestre e Pai-de-Santo Rubens Saraceni, sobre os 21 Graus da Magia Divina. Esses 21 Graus são transmitidos através dos cursos realizados pelo Pai Rubens, e podemos aprender o aspecto Magístico-Religioso nos Livros do mesmo. Espero que goste e os interessados busquem mais informações, pois tenho certeza que o Pai Rubens é uma pessoa à qual os guias e os Orixás confiaram os Segredos da Magia Divina.
Texto extraído do site: Colégio de Umbanda Pai Benedito de Aruanda
Link: http://www.colegiodeumbanda.com.br/index.php?option=com_content&view=article&id=69&Itemid=59
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Em 1999 teve inicio o ensino da Magia Divina, algo novo naquela época, quando só se ensinava magia em escolas iniciáticas fechadas e inacessíveis à maioria dos interessados nesse campo do esoterismo e do ocultismo.
Também inédito foi o método usado para ensina-la e de iniciar as pessoas que ingressavam em seus grupos de estudo porque dispensava-as de já possuírem conhecimentos anteriores nesse campo ocultista e facultava a todos um aprendizado pratico, eficiente e funcional em um curto  espaço de tempo.
Foi, de fato, algo inédito que gerou em seu inicio muita polemica e criticas acidas por parte de pessoas dos meios umbandistas e candomblecista que, acreditavam elas, para alguem ser mago bastava conhecere os Orixás e suas oferendas.
Nos Cultos Afro-brasileiros esse conhecimento é muito útil aos seus médiuns (eu entre esses muitos médiuns) para poderem abrir os cultos e para auxiliarem as pessoas necessitadas, indo à natureza em seus pontos de força , oferendando os Guias e os Orixás para que esses auxiliem-nas.
Esse trabalho feito na natureza com Orixás e Guias espirituais é magnífico e é denominado “magistico religioso”, diferente do que eu havia iniciado com o ensino da Magia Divina das Setes Chamas Sagradas, pois nessa Magia Divina o mago iniciado trabalha com os poderes Divinos onde estiver, bastando-lhe ter a mão os elementos necessários, as suas iniciações e os conhecimento de como realizar de forma correta e segura toda uma ação mágica abrangente em beneficio próprio ou de outras pessoas.
E, ainda que, nos muitos graus elementais da Magia Divina o mago iniciado sirva-se de elementos formadores da natureza (água, terra, fogo, ar, vegetais, minerais e cristais) usados por todas as “Escolas de Magia” do mundo todo, no entanto ele só serve-se deles como meios concentradores de poderes Divinos e como Portais multidimensionais e não como um fim neles mesmos.
Mas, além do uso de elementos universais no campo do ocultismo, ao mago iniciado é aberta a ativação dos poderes divinos só através de sua mente ou da “Magia Mental”, onde os poderes divinos atuam tambem a partir das suas mentalizações e direcionamento de suas ações, fato esse que dotou milhares de pessoas de um poder que antes não tinham.
Esse diferenciador mágico e o fato da Magia Divina ser ensinada às pessoas interessadas, não importando a religião que seguem ou se são médiuns ou não,( pois para trabalhar com ela não se incorpora e não se fica “tornado” por nenhuma força externa), prova o seu ineditismo, quebrando resistências e preconceitos e abrindo para todos uma nova forma de ativação dos poderes divinos e do direcionamento de suas ações em beneficio aos necessitados com ações mágicas.
Com o passar do tempo e com a abertura contínua de novos graus a partir de 2001, muitos dos que não a aceitavam e dos que criticavam seu ensino, aberto a todos, viram que seus ceticismos ou suas criticas não se justificavam porque a “Magia Divina” era “algo” novo e inédito, algo esse que causa naturalmente reações em contrario naqueles que desconhecem e nos que seguem outros métodos de trabalho magistico ou que pertencem a outras escolas de Magia.
Entendi o ceticismo e as criticas como algo normal diante de algo novo e procurei esclarecer a todos que me perguntavam com educação sobre a Magia Divina e olvidei os que teciam comentários desvirtuadores sobre a Magia Divina porque, a esses, só o tempo os esclarecia e lhes demonstraria que a forma dela ser ensinada e praticada era inédita, ainda que seus graus trabalhem com poderes divinos e elementos universais, comuns a toda a humanidade.
Tanto isso é verdade que hoje, onze anos e meio depois de ter iniciado o primeiro grupo de estudos da Magia Divina (três de maio de 1999) tanto vejo pessoas iniciadas comigo abrirem novos grupos de estudo quanto vejo outras pessoas abrindo novas “Escolas de Magia” ou abrindo as que antes eram fechadas ou secretas, tornando-as accessíveis a um maior numero de pessoas.
Se isso tudo está acontecendo atualmente, isso se deve aquela minha iniciativa inédita e pioneira de ensinar a Magia Divina de forma aberta a todas as pessoas que sentiam atração pelo assunto, mas que só tinham à mão livros falando de magia, mas que não iniciavam ninguém de fato e tudo ficava no plano teórico do conhecimento.
Hoje, quando vamos iniciar a abertura do seu 21º grau para o plano material com o ensino da “Magia Divina dos Sete Portais Sagrados”, sinto-me feliz por ter perserverado e resistido a todo o ceticismo, a todas as criticas e a todas as ofensas à minha pessoa e aos mentores espirituais que me sustentam e dão amparo e proteção à abertura da Magia Divina a todos que nela queiram iniciar-se e tê-la como mais um recurso luminoso da Lei Maior e da Justiça Divina para semearem o bem nesse nosso tempo, tão conturbado pelas dificuldades que as transformações de um estado de consciência para um outro mais elevado, tem criado para os seres humanos.
A Magia Divina não é o único recurso enviado a nós pelo alto para nos auxiliar nessa difícil transição.
Não! Isso não!
Muitos outros servos abnegados do nosso Divino Criador abriram muitos outros recursos, com todos se somando no auxilio das pessoas necessitadas.
Junto com a Magia Divina veio a abertura do mistério de uma classe de seres divinos descrito na Bíblia Sagrada, mas limitada a uma das classes de Anjos, e que são os Tronos.
Até a abertura do mistério dos Tronos na Magia Divina tudo o que todos em todo mundo sabiam sobre eles é que eram uma das classes de Anjos... E nada mais.
Mas, de repente, um manancial de conhecimentos sobre os Tronos brotou e não parou até hoje de nos enviar mais e mais conhecimentos sobre eles, sendo que o principal, ao meu ver, é que eles participam da criação como os poderes regentes dos Sete Planos da Vida; da Gênese Divina dos Seres e de todas as demais espécies vivas criadas por Deus; assim como participam ativamente da criação das realidades, dos reinos, dos domínios e das muitas dimensões da vida, assim como dos universos paralelos a esse nosso, material.
Mas eles também regem sobre tudo mais, desde as cores até os elementos formadores do nosso Planeta;
Desde nossas faculdades mentais até o funcionamento dos nossos órgãos e aparelhos biológicos.
Enfim, os Sete Tronos são as sete manifestações de Deus e regem todas as religiões já criadas pelos homens, fornecendo-lhes todas as Divindades, cultuadas pelos mais diversos nomes.
Mas também nos revelou que eles são os regentes divinos da Lei Maior e da Justiça Divina, assim como o são de todos os processos magísticos já abertos na face da Terra porque regem sobre os Sete Sentidos da Vida e tudo relacionado a eles.
Nos revelou que podemos associar os Sete Tronos aos Sete Elementos, as Sete Cores, as Sete Faixas Vibratórias, aos Sete Reinos da Natureza, etc.
Esse entendimento profundo sobre os Tronos de Deus nos forneceu as chaves mestras ativadoras de todos os processos magísticos, de todas as classes de seres Divinos, de todos os elementos, de todas as vibrações, de todas as irradiações, de todos os magnetismos, de todas as energias, de todas as espécies de vidas criadas por Deus.
Nos forneceu até as chaves interpretativas do Mistério dos Orixás dentro da Umbanda antes totalmente dependente do conhecimento existente só dentro do Candomblé Nagô ou Yorubano.
Enfim, a abertura da Magia Divina foi importantíssima e só uns poucos já atinaram com isso e dela vem se servindo cada vez mais porque uma das chaves interpretativas que no foi fornecida é a dos “Fatores Divinos” e suas funções na Criação, bem descritos no Livro das Energias e da Criação, editado pela Madras Editora Ltda.
Resumidamente, os 21 graus da Magia Divina são esses:
  1. Magia Divina das Sete Chamas Sagradas
  2. Magia Divina das Sete Pedras Sagradas
  3. Magia Divina das Sete Ervas Sagradas
  4. Magia Divina dos Sete Raios Sagrados
  5. Magia Divina dos Sete Gênios Sagrados
  6. Magia Divina dos Sete Anjos Sagrados
  7. Magia Divina dos Sete Elementos Sagrados
  8. Magia Divina das Sete Conchas Sagradas
  9. Magia Divina das Sete Luzes Sagradas
  10. Magia Divina dos Sete Mantos Sagrados
  11. Magia Divina das Sete Cruzes Sagradas
  12. Magia Divina das Sete Cores Sagradas
  13. Magia Divina dos Sete Giros Sagrados
  14. Magia Divina das Sete Espadas Sagradas
  15. Magia Divina das Sete Águas Sagradas
  16. Magia Divina dos Sete Eixos Sagrados
  17. Magia Divina dos Sete Símbolos Sagrados
  18. Magia Divina das Sete Essências Sagradas
  19. Magia Divina das Sete Vestes Sagradas
  20. Magia Divina de Exu 
  21. Magia Divina dos Sete Portais Sagrados
Esses 21 graus trouxeram todo um vasto conhecimento sobre o Universo Divino e delineou todo um sistema magistico de fácil apreensão e de uma praticidade impressionante que vem surpreendendo médiuns umbandistas, seguidores das mais diversas doutrinas e magos das mais diversas escolas ocultistas abertos ao novo e que vieram conhece-la ou nela iniciarem-se também.
Isso nos faz sentirmos-nos gratos aos Mentores Divinos e Espirituais da Magia Divina, cuja abertura nos foi confiada.
Milhares de pessoas seguidoras das mais diversas religiões já se iniciaram nela e hoje se servem magisticamente dos seus poderes e mistérios para auxiliarem a si e aos seus semelhantes, tornando-se doadores desse auxilio aos necessitados.
Espero ter resumido aqui a importância desse novo recurso divino colocado ao alcance de todos os apreciadores do Esoterismo, do Ocultismo e da Magia.